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integram este eixo
Claudia Nên
Eduardo Romero
Emilly Reis
Gabriel Dionísio
Kal Yoga
Lais Castro
Lua da Hora
Lucas Cavalcante
Mani Vaz
Maria Bosetti
Vitor Oliveira
Que ela não só flutue, mas navegue
Eduardo Romero
videoperformance, 2026
Olinda / PE






O Encontro com
o Espelho d'água
(ou) Lua Cheia
Gabriel Dionísio
fotoperformance, 2026
Jaboatão dos Guararapes / PE
“Nasci na Serra do Jacarará, em Poção (PE), a mais de mil metros de altura. Desço pelo agreste seco, me torno perene em Limoeiro e sigo serpenteando até o coração do Recife. Após percorrer cerca de 248 km, abraço o Beberibe e juntos nos lançamos no Atlântico. Sou memória, sou cidade, sou correnteza de histórias.” — Rio Capibaribe

“Nasci em águas que vertem da Cachoeira do Meirim, no coração verde da Zona Norte de Maceió. Sou pequeno, mas carrego histórias de mata e de gente, deslizo entre bairros, levo frescor e memória. No bairro Pescaria abraço-me ao Atlântico e me lanço inteiro, misturando meu doce com o salgado do mar.” — Rio Meirim


“Broto da Serra da Raiz, na Paraíba, onde nunca deixei de correr, nem nos tempos de seca. Atravesso matas, aldeias e silêncios, até chegar ao povoado que leva meu nome — Barra de Camaratuba, em Mataraca. Ali, entre a faixa de areia e o mar, ainda caminho. Antes da foz, sou travessia: quem quiser alcançar a Baía da Traição precisa me cruzar de barco. Sou rio de encontro, de cultura e de passagem.”
— Rio Camaratuba

“Sou o Velho Monge. Nasci entre as serras da Tabatinga e das Mangabeiras, e percorro mais de mil quilômetros entre o Maranhão e o Piauí. Meu corpo é largo, navegável, e minha foz se abre em delta — o único em mar aberto das Américas. No Atlântico, me disperso em mil braços.” — Rio Parnaíba
Rios no meu caminho
Lais Castro
fotografias, 2018-2024
Recife / PE



Estados da água / Estados do corpo
Kal Yoga
cianotipias sobre papel, 2026
João Pessoa / PB





Escadas para o céu;
O portal; O verão;
A morte e Ilusão
Lucas Cavalcante
fotografias, 2026
Moreno / PE
Chove
E eu choro.
Escorre
Pinga
Jorra
Molha
Encharca
Inunda
Goteja
Transborda
Sinto muito
Viro água.
Líquida
Emilly Reis
poesia, 2020
Feira de Santana / BA








furo::::::
Maria Bosetti
fotografias, 2019-2025
Salvador / BA



Todo menino é um rio
Vitor Oliveira
fotografias, 2025
Recife / PE
Transbordo.
Hoje a cachoeira está cheia.
Águas escorrem
Correm desesperadas
Aqui, eu sigo desconsolada.
Águas doces, por ora, salgadas.
Passam entre grandes pedras.
Desfazem-se.
Buscam outros caminhos.
Vendaval que movimenta,
O balanço do meu rio
É o mesmo que atormenta
O breu de minhas águas.
Transbordo quieta.
Por ser quem sou.
Corroída pela ferida,
Das ondas quebradas.
Ferida não cicatrizada dói.
Dói como engolir uma jangada.
Aos que não sabem navegar:
Naufrágio.
Em minha liquidez, frágil.
Chove.
Pingo a pingo, encho mais.
Transbordo.
Tudo para conter minha correnteza.
Mas, corro entre pedras.
Balanço com os ventos.
Sou feita de água
- livre.
Água Corrente
Emilly Reis
poesia, 2020
Feira de Santana / BA











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(1) Proteção; (2) Raízes;
(3) Bicho de sete cabeças;
(4) Barquinho; (5) Travessia;
(6) Navegantes; (7) Gêmeas;
(8) Deriva; (9;10;11) Sem título I, II e III
Claudia Nên
esculturas em cerâmica, 2012-2022
Aracaju / SE
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